O louco por trás disso

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Esse é um local reservado aos pensamentos do meu dia a dia. Todos, que como eu, pensam para querer viver, são bem vindos para comentar criticar ou apenas debater algo que sentiram ao ler o que escrevi. "Viva pelo prazer! Nada envelhece tão bem quanto a felicidade!" (Oscar Wilde)

Eu também passo por aqui

SCHOPENHAUER - FÁBULA DO PORCO ESPINHO

"Num frio dia de Inverno, alguns porcos-espinhos juntaram-se para se aquecerem com o calor dos seus corpos, para não enregelarem. Mas depressa viram que se estavam a picar e afastaram-se. Quando de novo ficaram com frio e se juntaram, repetiu-se a necessidade de se manterem separados até descobrirem a distância adequada a que se podem tolerar. Assim é na sociedade, onde o vazio e a monotonia fazem com que os homens se aproximem, mas os seus múltiplos defeitos, desagradáveis e repelentes, fazem com que se afastem."

ADOLESCÊNCIA (R.I.P.)


Mais um ano se passou e eu nem vi.
É a minha juventude que se vai.
Têm tantas coisas que eu pensei em dizer...
Mas é tarde demais.

Alguns amigos eu perdi,
Mas isso é coisa que eu deixo para trás.
Agora eu tenho que mudar...

Não vou mais chorar...
(por tudo que passou).
E não vou voltar atrás...
(o que eu fiz ficou).

Tudo que vejo começa a me irritar.
Minha visão de mundo mudou.
A Juventude de hoje em dia já se foi.
E ninguém reparou.

Será que em meus anos de ouro
Alguém tão velho como eu me notou,
Pensando a mesma coisa sobre mim?

Não sei...
Se vai adiantar eu alertar
Que há muito mais para viver...

Não deixe o seu tempo acabar.

Não vou mais chorar...
(por tudo que passou).
E não vou voltar atrás...
(o que eu fiz ficou).

O tempo vai me ajudar a superar...

Que hoje velho sou.

VELHA MOCIDADE

Primeiro vem a escola.

E pensamos que aquilo é o nosso mundo. Provas, colas, garotas, shopping Center, amigos, futebol e tudo mais. Uma fase ótima que não dá vontade de sair. O primeiro amor que fará você chorar, a popularidade, o cansar de não fazer esforço e muitas outras experiências que serão as primeiras de sua vida. Tudo inesquecível e nunca vivido ao máximo.

Depois acaba.

Começa mais um ciclo.

O primeiro trabalho e a faculdade.

Daí vem as novas amizades, novamente as colas, os trabalhos impossíveis de terminar no prazo, as bebedeiras na porta da facul. Tudo ótimo. Vê-se que a escola era só uma preparação e que aquele mundo era tão restrito e limitado que da uma certa dó de si mesmo. Nessa fase você começa a sentir o peso que é viver, pagar contas, administrar um relacionamento de verdade, fazer planos para morar sozinho, planejar o casamento e todo o resto do começo da vida adulta. Mesmo assim, geralmente, sempre se tem uma mãe ou pai que serve de pedestal para seus primeiro experimentos e idéias mirabolantes.
E isso é o fim.
Você passa a vida toda planejando aquele momento que você será livre e não precisará de ninguém. Já estudou o que tinha que estudar, está começando a ganhar o dinheiro que você sempre sonhou.

Vazio.

Começa então um novo plano. Ter um filho, comprar uma casa e ter um carro (o famigerado Sonho Americano). E quando se vê, não se diverte mais, ri muito pouco, passa a maior parte do tempo brigando, reclamando.
Mais vazio.

Vem então o filho. E junto com ele o medo de ter trazido algo tão bonito a um mundo tão bizarro e bagunçado. Você vê nele todas as vontades e sonhos que não conseguiu realizar em vida. E vai vê-lo ir para a escola, passar toda essa fase reclamando que não se diverte (e ele nem sabe que vive a melhor fase de sua vida). Depois o ajuda a se formar e trabalhar para comprar a própria casa, ter a vida dele sobre controle quando na verdade na sua própria vida é...

Morte; fim; game-over.

SAPIENS-FOBIA

Pensar, buscar...
Inconsciente de ser
Sonhar, deitar...
Andar e poder crescer

Soberano ao acaso.
Dono sem ser.
Só o fracasso
De juntar p’ra perder

Sempre juntos
P’ra sozinho ser.
Um grupo unido
Que não sabe vencer.

Quando vai acabar
O que nem começou?
Quando recomeçar
O que não terminou?

Sonhar e acordar...
É inerente do ser
Analisar...
O que eu não consigo entender.

Perguntar e responder...
Sem saber questionar.
Estudar e compreender
Que verdade não há.

Quando vai acabar
O que nem começou?
Quando recomeçar
O que não terminou?

MOMENTOS

Sempre ouvi dizer que a vida é feita de momentos e sempre acreditei nisso, porém nunca parei para analisar a força de um momento, ainda que curtíssimo, na vida de um indivíduo.

Engraçado como em apenas um segundo todo um curso de uma vida pode mudar. Num minuto está tudo bem e no minuto seguinte tudo mudou e não percebemos quão rápida fora essa mudança.

O silêncio é a melhor representação desse pensamento. Ele precede tantos momentos bons quantos ruins. Serve para aquele momento de êxtase que dispensa o uso de qualquer palavra explicativa, mas por outro lado também acontece quanto tudo está indo em direção ao obscuro ou ao desconhecido irritante e desconcertante. O silêncio se faz um terceiro membro em qualquer relação humana e se passa em curtos espaços de tempo, às vezes imperceptíveis, e ainda assim, sempre presente (como o ruído irritante de uma TV ligada com o som mudo).

Uma sucessão de momentos curtos e aparentemente não importantes nos move em direção ao desconhecido. Construindo o nosso futuro segundo a segundo sem que percebamos a magnitude por trás da simplicidade de cada um deles.

No meio dessa algazarra de minutos, segundos, horas e dias, encontra-se o ser – descuidado, descontente e desligado do mundo ao seu redor – tentando sobreviver mais um dia de uma vida considerada sem sentido.

E ainda dizem que a vida é feito de momentos...

Será que há alguma verdade nisso?

Ou será que os momentos é que são feitos de vida?

Começo a acreditar que a vida é um organismo nano-dividido em milhões de momentos. Esses sim muito importantes. Quanto menor o momento, maior se faz a importância do mesmo.

As maiores decisões da vida de qualquer ser – seja racional ou irracional – se da em curtos espaços de tempo cheios de vida que dita qual é a próxima página do livro pessoal de cada um. Há uma vontade gigante de fazer da sua vida um bom livro como um todo – assim como no dito: os fins justificam os meios – fazendo com que se tenha um grande objetivo para concluir; porém a grande maioria não lembra que o gostoso não é terminar de ler um livro, e sim curtir o desenrolar de cada página até sua última sílaba e devorar cada vírgula, ponto ou travessão.

A melhor conclusão que se encontra é que o melhor da vida está nas entrelinhas, nas duplicidades de sentidos, nas infinitas possibilidades de interpretações e, principalmente, no mutável. Descartando as coisas pré-determinadas e desconsiderando a existência do impossível e imutável que são os verdadeiros freios da felicidade e da compreensão dos atos - por vezes falhos, porém importantes - de cada ser vivo na terra.

ROTINA

6h30 e o despertador me tira do mais sagrado dos berços.
Os braços castos que se entrelaçam em mim,
Me apertam forte enquanto minha boca procura os beijos.
Desejando que aquele minuto não tenha fim.

A noite, deveras longa, se passou em um curto instante.
Mudando o universo do qual advim.
Fazendo-me velozmente vislumbrar um lugar distante.
Na refrescância do mais belo jardim.

Ultraje tão inescrupuloso é ter que pôr-te de pé,
Largar teus suaves braços de cetim sedoso.
Sensação tão acre quanto passar um dia sem ter fé.

Deleite tão sublime que não quero findar.
Imagino você longe e meu peito se comprime.
7h00 e tenho que me arrumar para trabalhar.

STANDING IN TWO

I’m better awake.
I’m better today.
I’m better this time.

Maybe you’ll be aware
That I’m upset
And you are all right.

Can you even feel the silence
From the words I say to you?
We’re alone…
But standing in two.

No sorrows, no regrets.
Let’s find a way to ease the pain
And maybe we can change the night.

Build up a brand new day
Reach the stars
Let your thoughts sway away.

You read my soul.
Take my life with you.
I’m not alone.
I’m standing in two.

ESTUPIDEZ

Falta de inteligência.

Uma virtude que eu nunca soube apreciar.

Sempre me gabei por conseguir raciocinar de maneira muito lógica e dedutiva, achando-me melhor do que muitos outros.

Agora conheço as conseqüências disso. Tornei-me uma pessoa aparentemente difícil de enganar. Alguém que consegue, no menor sinal, identificar uma não-verdade ou encontrar discrepância nas falácias que me são dirigidas.

Portanto sofro.

Sofro por entender além. Sofro por enxergar por dentro dos fatos e principalmente, sofro por saber as conseqüências.

Bendito seja o Estúpido.

Que pula a etapa da análise e se contenta apenas com o que está explícito. Alimentando-se apenas das imagens que suas íris limitadas lhe permitem vivenciar, pulando a etapa do imaginar o que foi ou será. Limitando-se apenas às suas necessidades mais básicas. Não sofrendo por antecipação e não julgando, ele consegue se proteger sem saber. Mesmo quando são enganados, não percebem e por isso não encontram motivos para ficar mal.

A inteligência (por outro lado...).

Cultuada e querida, capaz de abrir muitas portas, é somente uma faceta inventada por inteligentes frustrados, que por não verem utilidade na mesma, criaram o consenso de que as pessoas dotadas de maior Q.I. ou Q.E. possuem as melhores chances de sucesso.

Triste ilusão.

A inteligência nos torna escravos dela.

Segregando fatos nas cabeças pensantes, Afastando pessoas, alimentando rancores, fomentando tristezas e desacreditando de felicidade.

Fato:

A maioria dos acumuladores de Q.I.’s altos não conseguem seguir religiões. Isso se dá apenas pelo fato de querer provar e vivenciar tudo que é físico, material. Dispensa-se então a fé (que é o acreditar no inacreditável), diminui-se a imaginação e o efeito é simples: distanciam-se mais da beleza que é viver e acreditar no intangível.

Bendito seja o Estúpido.

Esse morre de coração apaziguado, sem grandes preocupações e com maior tempo de ações comparado aos ‘estúpidos’ inteligentes que perdem maior parte do tempo pensando, num lento suicídio moral que termina por deixá-los cegos, debilitados e sôfregos.

Bendito seja o Estúpido.

CRISE DE EXISTÊNCIA!?

Eu ainda sou o mesmo...

Amo da mesma maneira.
Continuo com a choradeira.
Sinto os mesmos calafrios.
Com meus pensamentos arredios

Eu ainda sou o mesmo!

Mas algo em mim mudou.
Um filete mínimo apagou.
Mudando o brilho intenso.
Tornando o sentimento fulgaz.

Eu ainda sou o mesmo?

Já não consigo responder.
A cabeça é igual.
Mas o coração, em manutenção.
Numa guerra para entender.

Eu não sou mais o mesmo...

Mas consigo compreender.
Que se for o mesmo, vou sofrer.
Tem algo novo em meu olhar.
Um novo brilho p’ra criar.

Eu não quero ser o mesmo!

Sendo o mesmo me enganei.
Dei sorte para o temido azar.
O velho ‘Eu’, abandonei.
E pus um novo no lugar.

Por fim, não sei mais o que é o mesmo.

O GRANDE SEGREDO

O mundo está claramente dividido entre dois tipos principais de pessoas: as que passam o tempo planejando e as que passam o tempo agindo. Agora, com 23 anos, consigo ver claramente que aqueles que planejam demais vivem apenas a sonhar, e a esperar, com o que está por vir. Isso lhes toma parte considerável de suas existências e faz crescer o medo de tomar atitudes pungentes ou de fazer uma mudança drástica.
Eu mesmo, sempre fui um estrategista. Sempre com meus planos mirabolantes como os do Cebolinha, sempre ansiando por algo a acontecer em um futuro (aparentemente) não-distante. Sabe o que eu consegui com isso?!
... Nada.
Todo esse planejamento só fez crescer a minha angustia, me tornou ansioso demais e me fez sofrer mais ainda. Quanto mais eu esperava pela vitória, maior eram minhas quedas.
Assusta-me quando conheço pessoas mais novas que têm um ímpeto natural de viver. O mesmo ímpeto que em mim, vergonhosamente, só se fazia presente quando tinha dinheiro o bastante para gastar e assim me sentir importante. Esses impetuosos natos são colírios aos meus olhos ‘velhos’. Eles anseiam apenas por viver e não por bens materiais; não planejam, agem e; consideram a vida muito curta para sofrer além do necessário.
Vendo esses exemplos, deixo, então, de pensar na vida como um complicado jogo de xadrez e passo a considerá-la um jogo de damas. Descomplicado e avante, onde os movimentos desconsideram as peças que ficaram para traz.
Quero, a partir de hoje, aprender o que é ter ímpeto pela vida. Escolho viver apenas 20 anos cheio de eventos a 40 de marasmos e deixo de ter grandes planos, pois quando não existem grandes esperanças, não existem grandes decepções.

ESPELHO DA DOR

Olho bem pro alto,
Pensando onde fui parar com a minha vida
Mais um dia o pensamento muda e você já está perdido
Queria dizer que serei seu
Mas o único problema é que meu pensamento já se perdeu
Sempre quis um mundo só meu
E você dois mundos só seu
Contando vantagem para o vento
Chorando lágrimas contendo um só sentimento
A raiva mudou o nosso pesar
Molhando um ao outro com um só olhar
Apesar de tudo eu não mudei
Assim que você crescer eu mudarei
O que você pensa é fácil falar
O que eu falei é difícil mudar
Cortando os laços de dor
O que resta é apenas uma flor
Olhando para o céu
Querendo esquecer a dor
Que um dia nasceu do amor

O mar toma o lugar do céu
A chuva cai sobre seu olhar
O sol que queima meus pés
Transforma sofrer em amar


*Esse texto foi feito em parceria com Pedro Castelo em 17/11/2009

EFEITO REVERSO

Em forma de dó, a ti, retorna
a amargura que me causastes.
A palavra acre a mim proferida;
a tua injúria mais imprudente.
Sem querer, a minha vitória mais convincente.

O ferro que usastes para me ferir
incandesce-se em brasa rubra; rija.
É tua a mão em carne viva,
e tua, a alma a queimar.

O desassossego meu, do passado
é a inquietude tua, do presente
e a vingança pura, do futuro.

Jaz sob lápide o cunho de ser
o salvador que sonhastes ter.

Somente em ruína, te basta viver

.

MINHA 'PRETA'

Minha 'preta' que sufoco,
eu já to ficando louco de saudades.
Mas a distância não é a razão.


Ansiedade que me toma,
me assusta e me prende na tua alma.
E que aperta o meu coração.


Já sinto falta do futuro programado,
que nem mesmo foi pintado.
Com a aliança já na outra mão.


Se num instante fico longe dos seus beijos,
me alucino e te desejo.
Tua presença é minha obsessão.


O que eu quero é fazer parte da sua vida,
te falar: Minha querida...
- Eu sei que vou te amar.

APRISIONAMENTO OU LIBERDADE?

Não faltam exemplos para mostrar que união alguma é duradoura, pois estamos sempre fadados ao fracasso.
Ainda assim, por que tantos insistem em apostar todas as suas fichas no matrimônio?
Já feri e fui ferido nessa minha curta trajetória, e isso me levou a acreditar que não se pode amar um mesmo alguém por muito tempo.
Outro dado interessante para essa minha linha de pensamento é que o ser humano é burro e teimoso.
Trago essa inferência para o meu Eu, me colocando como burro e teimoso.
O que acabei percebendo é que mesmo sabendo que tudo pode dar errado, as melhores coisas da vida acontecem por pouco tempo. Às vezes tão rápido que você só percebe que eram realmente boas no fim de seu curso natural.
Aprendi que uma das coisas que me faz mais feliz são alguns momentos de serenidade e acalentamento que só consigo sentir quando amo verdadeiramente.
Isso muda totalmente a maneira de se olhar para o casamento.
Algo que parece tão ruim, no fim, não é aprisionador e sim libertador.
É a ocorrência de vários momentos bons ao lado de quem se ama.
Quando você sente vontade de abrir mão de tudo que lhe é precioso apenas para ver seu parceiro sorrir.
Até aquela música horrível que você odeia se torna parte do seu playlist porque te faz lembrar um momento precioso que o outro lhe proporcionou.
Ou mesmo a festa muito chata que se torna um dos momentos mais felizes da sua vida apenas porque a companhia da pessoa amada te completava naquele momento.
No fim a liberdade de estar preso a alguém é o que faz as pessoas continuarem acreditando que pode dar certo.
Com esse pensamento eu grito a plenos pulmões que eu quero e vou casar.
Aceito o risco de tudo dar errado apenas por mais um minuto do lado dela que me completa como nunca outra conseguiu, e (assim eu espero) jamais conseguirá.
O melhor conselho que posso dar a alguém é: ame com a força do dia que nascerá, e espere por coisas ruins, pois sem elas, as boas não fariam sentido. Seja burro e teimoso para viver alguns momentos de felicidade plena que farão você morrer em paz, e com sorte, do lado da pessoa amada.

NO FIM DA ESTRADA TORTUOSA.

Dedico a Baco esta taça cheia,
Bebo à minha alegria sedenta,
Brindo com o silêncio da sala vazia,
E ofereço ao nada uma tragada do meu cigarro.

Talvez seja apenas o efeito do álcool,
Mas há algo dentro de mim que quer gritar.
A felicidade se apossa do meu corpo,
Estou cheio de algo bom por dentro.

Uma série de dias bons tenho vivido.
Depois de muito pelejar, posso festejar.
Sofri, chorei e em suicídio pensei.
Mas algo no fundo dizia que eu deveria esperar.

O que estava guardado para mim era surpreendente.
Só de pensar o quanto é bom, me faz tremer.
Outra taça tenho que encher e beber.
Para agradecer Baco e sentir o que é viver.

DISSIPADOR DE ALEGRIA

Perdemos muito tempo para conseguir construir algo bom.
Passo a passo levantamos nossos formigueiros de sentimentos positivos.
Algo que nos incluirá na classe de seres humanos evoluídos.

Adotando o altruísmo como estilo de vida.
Esquecendo de nossas fraquezas em detrimento do resultado final.
Mas o ciclo vicioso da vida é mais forte do que a vontade de perseverar.

Há sempre o 'um ato' que põe tudo a perder.
Mostrando o lado frio da verdade.
Trazendo-nos de volta ao limbo das consternações.

O 'um ato' que, por mais insignificante que seja, reverte o processo.
Colocando, novamente, nossos pés no chão.
Abrindo nossos olhos para o que sempre foi e insistimos em mudar.

Derrubando a ideia utópica de que somos fadados a algo bom.
Juntando todas as falácia que criamos no mesmo lugar.
Dissipando a alegria que erramos em inventar.

SURREAL

Sentindo o salgado saído de suas sílabas
suprimo o surto de silêncio da nossa sina.

Sendo eu o senhor da suave sacerdotisa
solto um sinal sonoro e sagaz à safira.

Santo soando sacro ao sacrifício
seu de sonhar somente sem sofrer.

Seguindo a saga do sofismo simplório
sacramentado, sereno e simbólico.

PALAVRAS DE DOIS GUMES

Espero uma palavra crua.
Quem sabe uma frase sua.
Algo que me fará voar,
Ou quem sabe até chorar

Tudo está prestes a mudar
Pela primeira vez não há nada a fazer.
Só o vento de mudança a soprar
E uma decisão sua que me fará tremer

Sinto o seu medo lhe tomar.
Denso como o seu apetecer.
Seu silêncio há de me matar
Ou fará minha alma ascender

Impotente, tal qual um doente a minguar.
É na alma que eu realmente sinto doer.
Com sorte, no fim, eu poderei flutuar
Ou, com azar, verei o meu coração esmoer.