Fantasia é o que as pessoas querem, mas a realidade é o que precisam.
Chego a um ponto em que eu me aposento da fantasia e tudo o que quero é realidade pura e plena, do tipo que me faz ser feliz e paradoxal. Alguns conceitos são muito pesados para serem absorvidos com simplicidade, assim a vida chega a um ponto onde tudo se torna teoria. Tudo se resume a uma formula de busca à felicidade.
Eu procuro uma emoção pura. Uma devoção nua que me machuca para chegar a um novo EU.
Passei muito tempo me escondendo da realidade, procurando uma prova de que estava certo e no fim eu percebi que não precisava da afirmação de estar certo ou errado. Eu olhava o fim do caminho (uma parede maciça) que me fazia questionar: O que eu vou fazer agora? Para onde vou agora? (e) O que eu vou dizer agora.
Por que passei tanto tempo procurando respostas para perguntas tão vazias?
Passei muito tempo mascarando o que eu deveria sentir, e agora eu quero deixar todas as mascaras caírem e mostrar como eu sou por dentro. Não quero ser o que me levaram a ser. Não quero sentir as discrepâncias que me levaram ao descaso e desagrado. Minha virtude será o que eu menos apreciava. Meus defeitos.
Defeitos serão minha peculiaridade mais verdadeira e me farão alcançar a perfeição. Quero fechar os meus olhos e sentir a suavidade extravagante da minha ignorância. Quero chegar a conclusões evasivas sobre onde vou chegar e me encontrar na perdição da confusão. Libertar-me-ei da avidez e avareza que já foram a razão da minha perdição. Quero me perguntar mais uma vez: O que eu digo agora? Para onde vou agora?(e) O que vou fazer agora?
E depois de me questionar eu quero responder com certeza absoluta que nada sei e que não quero saber. E tudo que eu digo e faço é um reflexo do que sou.
Também não quero saber como sou ou para onde vou ou o que eu preciso fazer. Essa é uma leitura que eu deixo para quem me vê do lado de fora. Para quem me vê do ponto de vista do mundo de fantasia. Transformo-me agora em uma incógnita para eu nunca descobrir qual é a verdadeira lógica do meu SER e ESTAR.
Virtualmente real e sem apelos estimulados eu jogo o meu intelecto com força na cara dos desavisados e mostro como é bom sentir o que estou tentando provar. Pode não ser nada, e pode ser tudo. A antítese de minhas reações e declarações me faz bom como sou e interessante do jeito que devo ser. Com todas as minhas origens desfeitas eu quero levar a exaustão todos o que já duvidaram de mim se escondendo da verdade e me fazendo questionar minha própria realidade.
E você? O que você vai fazer agora? Para onde vai agora? (e) O que vai dizer agora?
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