*** esse é o um poema composto em abril de 2008, época em que minha vida deu uma guinada vertiginosa, e considero quase póstumo, pois creio que o Kim que o concebeu está morto. Entretanto, quando fuçava alguns arquivos antigos encontrei esse poema que classifico como Bom. Não teria por que não postá-lo. ***
Do alto eu paro e olho para a solidão.
Conforta e tira febre, não me sinto só.
Sou louco por querer viver a imensidão?
Estava acompanhado e era bem pior.
Porque aceitar o desafio
De encontrar um alguém para te completar?
Se, no fim, só existe um caminho:
As pessoas se juntam para poder separar.
Divisar o sol que se põe
Na espera da lua que vai te amar.
Ela já roubou tantos corações.
Insistência cretina não dá para negar.
Nada pode igualar o que passei.
Já tive o melhor, não aproveitei.
Conheci o chorar quando alguém encontrei.
Agora o pesar não existe no mundo que criei.
O ÚLTIMO SOLITÁRIO
Postado por Kim Brito às 11:55 1 comentários
POSSO DESCER POR FAVOR?
Minha indiferênça não se dá ao fato de me considerar acima de certas ações, e sim, ao fato de forçar-me constantemente a ser alheio às mesmas. Exemplifico essa reflexão de maneira simples: sou músico não letrado, porém, eu respiro música 24h por dia. No presente momento do cenário musical brasileiro, eu sinto asco cada vez que sou apresentado a uma dessas novas bandas. Penso, sim, que garotos "bonitos" possam fazer boa música, entretanto, abomino fortemente a banalização de uma arte tão reflexiva, tal qual a música, em detrimento da beleza e da vendagem de albuns. Por isso quando eu escuto essa regurgitação de amontoado de palavras que saem dessas bocas tão bonitas eu não penso em fazer música melhor do que eles. Eu apenas prefiro me retirar e não pactuar com esse nonsense.
Assim eu procuro ser na minha vida. Eu não busco o confronto com os que eu acho que não merecem. Gosto de bater de frente com aqueles que considero de mesmo nível intelectual que eu. Seja na música ou na moral, eu estou aqui para derrubar estígmas e levantar consciência naqueles que estão sendo levados por essa onda de imbecilidade e bestialidade em que o mundo se encontra.
Olhe para sí mesmo e pense: Você vive pelo que? Pelo que você mataria? Pelo que você morreria?; Assim eu faço todos os dias quando acordo e, lembro no mesmo instante que a minha batalha contra o niilismo se incicia mais uma vez.
Essa luta travada no âmbito do psicológico contra um inimígo invisível me dá forças para trazer uma alma por dia. O lugar que as quero levar é um lugar alto e frio onde poucos são convidados para entrar. Lá a água é limpida e os ventos são gélidos. É quase um martírio; e se não fosse, não poderia chamar esse lugar de "Senso Crítico" - sim. Com letras maiúsculas para demonstrar o quanto é importante Pensar (outra vez com letra maiúscula).
O conhecimento é o alimento da alma e esse não se dá por leitura ou estudo. Tudo que se deve fazer é parar e observar. Não se deixar ser levado pelo pensamento coletivo, que é facilmente manipulável.
Pare e pense. Isso é tudo que eu tenho a dizer. Mantenha-se alheio para observar o que acontece a sua volta. Os dejetos fecais serão tantos que você compartilhará do meu asco e trará mais almas perdidas para o mundo esquecido do "Senso Crítico" que foi perdido a muito, muito (mas muito) tempo.
Postado por Kim Brito às 23:21 1 comentários
O MELHOR 'EU' QUE POSSO SER!
Fantasia é o que as pessoas querem, mas a realidade é o que precisam.
Chego a um ponto em que eu me aposento da fantasia e tudo o que quero é realidade pura e plena, do tipo que me faz ser feliz e paradoxal. Alguns conceitos são muito pesados para serem absorvidos com simplicidade, assim a vida chega a um ponto onde tudo se torna teoria. Tudo se resume a uma formula de busca à felicidade.
Eu procuro uma emoção pura. Uma devoção nua que me machuca para chegar a um novo EU.
Passei muito tempo me escondendo da realidade, procurando uma prova de que estava certo e no fim eu percebi que não precisava da afirmação de estar certo ou errado. Eu olhava o fim do caminho (uma parede maciça) que me fazia questionar: O que eu vou fazer agora? Para onde vou agora? (e) O que eu vou dizer agora.
Por que passei tanto tempo procurando respostas para perguntas tão vazias?
Passei muito tempo mascarando o que eu deveria sentir, e agora eu quero deixar todas as mascaras caírem e mostrar como eu sou por dentro. Não quero ser o que me levaram a ser. Não quero sentir as discrepâncias que me levaram ao descaso e desagrado. Minha virtude será o que eu menos apreciava. Meus defeitos.
Defeitos serão minha peculiaridade mais verdadeira e me farão alcançar a perfeição. Quero fechar os meus olhos e sentir a suavidade extravagante da minha ignorância. Quero chegar a conclusões evasivas sobre onde vou chegar e me encontrar na perdição da confusão. Libertar-me-ei da avidez e avareza que já foram a razão da minha perdição. Quero me perguntar mais uma vez: O que eu digo agora? Para onde vou agora?(e) O que vou fazer agora?
E depois de me questionar eu quero responder com certeza absoluta que nada sei e que não quero saber. E tudo que eu digo e faço é um reflexo do que sou.
Também não quero saber como sou ou para onde vou ou o que eu preciso fazer. Essa é uma leitura que eu deixo para quem me vê do lado de fora. Para quem me vê do ponto de vista do mundo de fantasia. Transformo-me agora em uma incógnita para eu nunca descobrir qual é a verdadeira lógica do meu SER e ESTAR.
Virtualmente real e sem apelos estimulados eu jogo o meu intelecto com força na cara dos desavisados e mostro como é bom sentir o que estou tentando provar. Pode não ser nada, e pode ser tudo. A antítese de minhas reações e declarações me faz bom como sou e interessante do jeito que devo ser. Com todas as minhas origens desfeitas eu quero levar a exaustão todos o que já duvidaram de mim se escondendo da verdade e me fazendo questionar minha própria realidade.
E você? O que você vai fazer agora? Para onde vai agora? (e) O que vai dizer agora?
Postado por Kim Brito às 00:05 0 comentários
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