O louco por trás disso

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Esse é um local reservado aos pensamentos do meu dia a dia. Todos, que como eu, pensam para querer viver, são bem vindos para comentar criticar ou apenas debater algo que sentiram ao ler o que escrevi. "Viva pelo prazer! Nada envelhece tão bem quanto a felicidade!" (Oscar Wilde)

Eu também passo por aqui

JUNO

Pela segunda vez eu assisti ao filme JUNO. Foi uma sensação ótima porque eu consigo partilhar diversos pontos de vista implícitos ou explícitos no filme.
É a história de uma garota pouco convencional que fica grávida do seu melhor amigo. Ela não era apaixonada por ele e não queria ter o filho, portanto, ela decidiu dar a criança para adoção.
O primeiro fato que chama minha atenção é o fato de ela saber que não é a mais bonita e nem a mais interessante entre as garotas e isso, particularmente, é uma coisa que me chama muito a atenção em qualquer garota que eu conheço. Provavelmente porque o meu gosto também é peculiar. Consigo ver muitas coisas boas onde outras pessoas vêem coisas estranhas. O não comum me salta aos olhos em tudo o que faço. Leitura, música, filme e até garotas. No filme ela também se apaixona por um garoto que não é popular e nem bonito ao padrão da maioria das garotas. E isso é exatamente o tipo de paixão que eu espero viver. É bonito e é despretensioso. É um sentimento que vai além da beleza, quando a pessoa amada se torna a mais bonita aos seus olhos e você se sente tão bem que a opinião das outras pessoas acaba não fazendo o menor sentido.
A segunda coisa que chamou minha atenção durante o filme é a escolha da trilha sonora que tem desde Belle & Sebastian até Moldy Peaches. O tempo todo enquanto eu assistia, escutava músicas belas e contagiantes que não consegui perceber da primeira vez que assisti ao filme no cinema.
É claro que foram dois “Kim’s” que assistiram ao filme em diferentes épocas e por isso foi muito legal perceber que na segunda vez a minha percepção estava muito mais apurada e crítica, mesmo assim, só pude ver coisas boas no filme. A história é muito simples, mas traz uma moral muito importante implícita:
Será que alguém jovem está preparado para tomar grandes decisões em suas vidas?
E acho que ninguém tem a resposta. Se os mais maduros têm dificuldades com grandes decisões, imaginem os mais novos. Assim, a minha conclusão (e a do filme também) é que você sempre pode tomar qualquer decisão desde que conheça as conseqüências e aprenda a lidar com isso.
É importante alertar que qualquer tomada de decisões independe de idade. O caráter que se tem com 16 anos, vai ser o caráter que se terá pelo resto de sua vida.
Pare e pensem quais foram as decisões mais difíceis que tiveram que fazer na sua vida...

(Pensou!?)

E agora analisando uma segunda vez, talvez você até se arrependa disso. Porém, eu aposto as minhas ultimas moedas que provavelmente você tomaria a mesma decisão se voltasse ao passado. E isso faz a vida ser um barato. A tomada de decisão. Um segundo que muda todo o curso de uma vida inteira. Uma palavra ou frase que vai mudar o resto dos seus dias, abrindo novas portas e fechando outras. Um ato que você faz que vá mudar a vida de outras pessoas para melhor ou para pior. E todas as coisas pequenas que fazem você seguir a vida sem ter certeza de nada além de sua morte.
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Esse filme trouxe todos esses pensamentos e questionamentos para minha cabeça, por isso é um dos filmes que estarão na minha lista de cabeceira entre os filmes que eu mais gostei de assistir.
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