O louco por trás disso

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Esse é um local reservado aos pensamentos do meu dia a dia. Todos, que como eu, pensam para querer viver, são bem vindos para comentar criticar ou apenas debater algo que sentiram ao ler o que escrevi. "Viva pelo prazer! Nada envelhece tão bem quanto a felicidade!" (Oscar Wilde)

Eu também passo por aqui

MOMENTOS

Sempre ouvi dizer que a vida é feita de momentos e sempre acreditei nisso, porém nunca parei para analisar a força de um momento, ainda que curtíssimo, na vida de um indivíduo.

Engraçado como em apenas um segundo todo um curso de uma vida pode mudar. Num minuto está tudo bem e no minuto seguinte tudo mudou e não percebemos quão rápida fora essa mudança.

O silêncio é a melhor representação desse pensamento. Ele precede tantos momentos bons quantos ruins. Serve para aquele momento de êxtase que dispensa o uso de qualquer palavra explicativa, mas por outro lado também acontece quanto tudo está indo em direção ao obscuro ou ao desconhecido irritante e desconcertante. O silêncio se faz um terceiro membro em qualquer relação humana e se passa em curtos espaços de tempo, às vezes imperceptíveis, e ainda assim, sempre presente (como o ruído irritante de uma TV ligada com o som mudo).

Uma sucessão de momentos curtos e aparentemente não importantes nos move em direção ao desconhecido. Construindo o nosso futuro segundo a segundo sem que percebamos a magnitude por trás da simplicidade de cada um deles.

No meio dessa algazarra de minutos, segundos, horas e dias, encontra-se o ser – descuidado, descontente e desligado do mundo ao seu redor – tentando sobreviver mais um dia de uma vida considerada sem sentido.

E ainda dizem que a vida é feito de momentos...

Será que há alguma verdade nisso?

Ou será que os momentos é que são feitos de vida?

Começo a acreditar que a vida é um organismo nano-dividido em milhões de momentos. Esses sim muito importantes. Quanto menor o momento, maior se faz a importância do mesmo.

As maiores decisões da vida de qualquer ser – seja racional ou irracional – se da em curtos espaços de tempo cheios de vida que dita qual é a próxima página do livro pessoal de cada um. Há uma vontade gigante de fazer da sua vida um bom livro como um todo – assim como no dito: os fins justificam os meios – fazendo com que se tenha um grande objetivo para concluir; porém a grande maioria não lembra que o gostoso não é terminar de ler um livro, e sim curtir o desenrolar de cada página até sua última sílaba e devorar cada vírgula, ponto ou travessão.

A melhor conclusão que se encontra é que o melhor da vida está nas entrelinhas, nas duplicidades de sentidos, nas infinitas possibilidades de interpretações e, principalmente, no mutável. Descartando as coisas pré-determinadas e desconsiderando a existência do impossível e imutável que são os verdadeiros freios da felicidade e da compreensão dos atos - por vezes falhos, porém importantes - de cada ser vivo na terra.