O louco por trás disso

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Esse é um local reservado aos pensamentos do meu dia a dia. Todos, que como eu, pensam para querer viver, são bem vindos para comentar criticar ou apenas debater algo que sentiram ao ler o que escrevi. "Viva pelo prazer! Nada envelhece tão bem quanto a felicidade!" (Oscar Wilde)

Eu também passo por aqui

DOPAMINA

Não se preocupe com o mundo.
Ele tende a girar e voltar para o mesmo lugar.
A cada nova rua há um novo muro.
Um obstáculo não tão simples de derrubar.

Apegamo-nos sempre ao mundano.
Circundando os arredores do que se desfaz.
Não levando em conta o que é estranho.
Avaliando apenas o que nos parece fugaz.

Canto para mil vozes sedentas de paz.
Que o pior já passou e agora vão aprender.
A viver com amor e a viver com prazer.

Um convite para o incrível torpor.
Dopamina que se liberta nos fazendo pular.
Neurotransmissor que nos permite voar.

RAZÃO x VONTADE

Razão e vontade são duas idéias que não sobrevivem em comunhão. Talvez seja apenas uma hipérbole dessa minha mente em constante análise do mundo que me cerca ou pode ser apenas uma limitação da minha visão de mundo.
A razão plena é a morte de toda a vontade que se pode perpassar na consciência das pessoas. A razão visa sempre a prosperidade plena do corpo. A continuidade do que é certo pelo senso comum trazido a nós por gerações. Já a vontade está sempre no campo do psicológico. Do estado da mente.
Quando colocadas frente a frente, as duas ideologias (e ideologias é tudo o que elas serão) não conseguem coexistir em harmonia, ou seja, é impossível ter vontades sendo racional.
Ser racional envolve sempre abrir mão de suas vontades e partir para uma linha de pensamento sempre altruísta e, geralmente, autodestrutiva. Por outro lado, ser impulsivo e fazer tudo o que se tem vontade é um ato certamente egoísta, e que sempre acaba por machucar alguém, ou a si mesmo.
Ambas as coisas podem ser boas e ruins. Mas se levarmos em conta que viver é buscar algo o tempo todo, esse viver está, sempre, ligado às vontades. Já para aqueles que imaginam que viver é um ato de ser, de estar ou de existir; a racionalização do pensamento é a saída mais segura de alcançar esse objetivo.
A minha guerra pessoal é, e será, escolher qual aspecto guiará meu tempo nesse mundo. Os senhores leitores, que são analíticos, como eu, provavelmente dirão: Algumas situações pedem a racionalidade enquanto outras pedem apenas satisfação plena de suas vontades.
Esses pensamentos levantam algumas questões paradoxais que têm milhões de respostas. Por exemplo: O que é felicidade? O que é ser? O que é estar? O que é existir? O que é vontade?
As respostas seriam infinitas e eu escreveria um livro sobre elas se decidisse responde-las, portanto tudo o que eu posso fazer é terminar com mais perguntas, que não me levarão a lugar nenhum (e nem a quem tiver paciência de ler essas palavras confusas que vos escrevo).
É melhor viver na razão e chorar pelo que não fez? Ainda que as vontades suprimidas sejam coisas que trarão alguma conseqüência ruim?
Ou seria melhor viver satisfazendo suas vontades? Mesmo sabendo que no fim o resultado será, de alguma forma, negativo?
Permito-me escolher, pelo menos nesse momento em que vos escrevo, satisfazer minhas vontades e curiosidades. Sei das conseqüências e sei dos riscos. Ainda assim, prefiro viver sem saber o que me pode acontecer. Se fosse para viver na razão, que graça teria a diversão? Que graça teria as auto indulgências, tais quais, fumar um cigarro em um momento de devaneio? Construir um relacionamento com alguém que, em algum ponto, te fará sofrer? Trabalhar um mês inteiro para comprar algo supérfluo? etc.
Todas essas coisas que um dia me farão mal para o corpo me satisfazem o espírito. E essa é a realização plena de vida que levo comigo.
Se depois de ler tudo isso, os senhores me considerarem inconseqüente, lembrem-se que estou vivendo e que se minha vida acabasse amanhã, eu partiria feliz e muitos teriam ótimas coisas para falar ou lembrar-se de mim. Por isso vou viver tudo o que tenho vontade até o fim dos meus dias.
Prefiro queimar de uma vez ao invés de definhar lentamente.

ELA, ELE E OUTRA (NOVELA MEXICANA)

Tudo que ELA queria era encontrar-se.
Passar um tempo com ELA mesma e voltar.
Mas ELA não conseguiu achar o caminho.
E foi assim que ELA se perdeu completamente.

ELE achava, erroneamente, que tinha se encontrado.
E foi forçado a passar um tempo com ELE mesmo.
Só assim ELE milagrosamente se encontrou.
E foi então que ELE renasceu das cinzas.

OUTRA observou tudo isso acontecer.
E viu coisas que ELA não enxergara
nELE.
OUTRA tenta agora entrar no coração dele.
Inseguro de que ELE ainda pensa
nELA.

Assim, a novela da vida real continua desenrolando seu novelo.
ELA, ELE e OUTRA vão se virando para chegar ao próximo capítulo.
ELA perdida, ELE revigorado e OUTRA esperançosa.
Será que, mais uma vez, a novela terá um fim feliz?

QUE REI SOU EU?

Eu sou ninguém.

Vim de lugar nenhum
E não sei para onde vou.
Como eu sou?
Eu também não sei.
Procuro por algo que não sei o que é.
Tivesse eu exatidão nessas questões,
Feliz não haveria de ser.
Apenas a busca me impulsiona
A seguir em frente.
De encontro a escuridão.
combatendo a imensidão.
sem estar certo de nada.
Satisfeito estou
Na certeza de que sou ninguém
E que não sei para onde vou